Bem ti vi

Para você, Letícia, meu Bem-te-vi".
Viste, hoje, o passarinho na janela?
Tão frágil, tão pequeno, tão delicada fera.
Parece procurar-te, de primavera, em primavera. Até pousar cansado, noutra janela.
Ouviste-lhe, acaso, o canto de saudade? Também eu te procuro minha bela.
Encontro-te no meu peito, fiz-te um ninho, aconcheguei-te no meu altar.
É que aquele passarinho na janela lembrou-me o dia que há muito já perdi.
Bem me quiseste, e tanto bem te quis...
Quiseste mais, eu sei, compreendi. Tu frágil, doce, bela...
Lembro-me de ti. Esquecer-te, meu amor, seria como me esquecer de mim.
É que aquele último dia cerrou-te os olhos delicadamente, e entre beijos eu te vi partir...
Voaste!... Voaste firme e decididamente.
De volta para dentro de mim,
E eu... Fiquei aqui, a lembrar-te de ti, a sonhar contigo, esperando o dia em que poderei te ter aqui, em meus braços para abraçar-te, beijar-te, beijar-te, beijar-te..
Te espero até depois do fim.

Amigos

domingo, 22 de abril de 2012

Presente da minha amiga Nilda!

Recebi um presente de uma amiga que ainda não conhecia, mas sim, ela já era minha amiga, conhecia minha historia e acompanhava através de meu cunhado Márcio... Ela mandou a mim o livro " As mães de chico Xavier", no dia em que a Letícia completou um aninho, (no dia em que fomos ao orfanato).
Ele só me entregou no dia seguinte, e eu que já havia assistido o filme, devorei o livro, mergulhei em suas historias, li e re-li quase todos os capitulos, pois não queria ter duvida, queria aproveitar a oportunidade e tentar entender um pouquinho o que aconteceu segundo o espiritismo...
O nome dela é Nilda, no dia seguinte enviei um email a ela agradecendo, e de la para ca temos trocado muitos emails, amei conhece-la e tenho certeza que esse é o inicio de uma grande amizade.
Não sou espirita, alias não tenho religião, cresci em berço evangélico onde aprende-se que tudo é possível ao que crê, eu cri e constatei da pior maneira possível que não é bem assim...
Logo que tudo aconteceu senti uma revolta extrema contra Deus, e dizia a todos:
Deus não existe!!! Se existe é um monstro...
Totalmente desnortiada em minha primeira consulta eu disse isso a psicologa e ela me disse, Você acredita sim em Deus, se não acreditasse não sentiria essa revolta, agente não tem raiva de quem não existe...
Caramba, fiquei pensando nisso e com muita raiva pensei, então não falo mais nele, e também não escuto, ele não existe e ponto. Melhor pensar assim...
Nesse meio tempo apareceu muita gente boa querendo me convencer que sim, que Deus existe... E eu muito ferida pensava, perca um filho e depois venha me dizer que Deus existe e é bom. É fácil, muito fácil dar glória a Deus com os filhos no colo, mas ver um filho dentro de um cachão muda tudo...
Eu mudei, sou humana, não sou de ferro...
Até o ultimo momento eu acredite em Deus, acreditei que existia sim um propósito para todo aquele sofrimento, tive a maior de todas as fé e ao perder a luta, perdi minha fé, pois minha filha era uma bebezinha inocente que foi apresentada para Deus na igreja evengelica, todos os dias agradecíamos a Deus por sua vida, e quando descobrimos sua doença passamos a clamar por sua cura, eu tinha certeza de que Deus honraria nossa fé, quando eu via um nenem morrendo naquela UTI eu pensava, oh meu Deus porque essa mãezinha não teve fé, se tivesse não perderia seu filho... Mas quando aconteceu comigo, eu pensei, como??? EU TIVE FÉ, e de me serviu???
Os dias foram passando e minha revolta amenizando, a saudade judiando e o amor crescendo...
Um dia minha psicologa falou:
Fabiana, você precisa se despedir da Letícia...
Eu levei um baita susto,
Como assim me despedir, por um acaso isso é possível??? Como uma mãe se despede de seu filho?
E ela me respondeu:
Se despedir não significa esquecer ou deixar de amar, se despedir significa aceitar o que de fato já aconteceu e não há mais nada que se possa fazer...
Eu continuei sem entender:
Então ela me disse:
Existem algumas maneiras de fazer isso:
Ou você acredita que existe Deus, céu, e que sua filha vive no céu e diz até logo.
Ou você acredita de que nada disso existe, morreu acabou, se for assim você tem que dizer adeus...
Puts,
Eu pensei:
Melhor acreditar que Deus existe e que um dia reencontrarei com ela, doque imaginar que ela acabou.
O fato é que não fiz isso ainda, não me despedi dela, embora entendo que sim, preciso dizer um até logo para voltar a viver, ao mesmo tempo desacredito que isso seja possível.
De qualquer modo mudei meus pensamentos em relação a Deus, hoje não penso nele, e isso acreditem, é um grande progresso, comparado a raiva que eu sentia, pois não sinto mais raiva... As vezes sinto falta de ter alguem para dizer, Me ajuda Senhor... Mas ao mesmo tempo penso, isso não me serviu quando mais precisei, não ira servir agora...
É difícil perceber que tudo mudou... Mas sim, nunca mais serei a mesma, em relação a nada, nem como ser humano, nem como esposa, nem como mãe... Não que eu não queira, e sim porque percebi que nada era como eu acreditava, que tinha uma ilusão errada sobre meus conceitos e valores, que infelizmente me ensinaram de uma maneira que não é a verdadeira, embora quem me levou a esse caminho tinha certeza que sim...
Hoje penso, se existe um Deus, ele não é quem eu achava que era, não estou dizendo que ele não seja bom ou seja ruim, estou dizendo apenas que se existe um Deus eu não o conheço, me apresentaram de uma maneira errada....
Quanto ao espiritismo eu não o conheço, mas tenho me interessado sobre o assunto.
Esses dias uma mãezinha de anjo me disse:
Toda mãe que perde um filho vira espirita, pode ter a religião que for, mas acaba virando espirita, achei graça, mas depois fiquei pensando nisso, pois o espiritismo de todas as religiões é a que mais nos aproxima de quem já partiu...
Não quero fazer apologia sobre religião, pois tenho certeza, religião não nos leva há lugar nenhum, quem nos leva é Deus... (mais ainda não sei e não quero falar sobre esse ser que verdadeiramente  não o conheço).
De qualquer modo tudo o que pode me aproximar de minha filha  é valido, pois quando eu perdi minha mãe logo eu comecei a pensar, infelizmente minha mãe morreu, hoje descansa em paz, mas em relação a minha filha não, NÃO consigo pensar dessa maneira, acredito que ela VIVE no céu, pois logo que ela foi morar la, ela apareceu em sonho e de uma maneira especial me disse:
MAMÃE ESTOU BEM, ESTOU VIVA...
Fazia pouco tempo que ela havia partido, uns dias apenas, mas até esse dia eu pensava, um dia vou  engravidar para minha filha voltar... E a partir dai nunca mais pensei nisso, pois percebi que o que faz minha filha especial é o fato dela ser única, viver e se eternamente minha...
Hoje penso que se um dia eu tiver outro filho, sera outro, assim como a Gabi nunca substituiu a Karol, nenhum filho ira substituir a Letícia que além de minha filha é meu Anjo...
Em fim,
Voltando ao livro achei muito interessante, recomendo as mamães de Anjos, não tem nada haver com o filme, na verdade até tem, mas são historias reais, o filme foi baseado nessas historias... Tem muita informação técnica sobre o filme no livro que não tem nada haver com nós, mas também tem muitos relatos que me fez pensar e refletir muito...
Algumas frases do livro falaram tão forte ao meu coração que é como se eu escutasse a voz da Letícia dizendo, como em uma frase que diz assim:
"Quando eu partir minha filha vai dizer: Vem mamãe, vem que estou aqui" juro que consigo imaginar sua voz me dizendo isso.
alguns trechos marcantes como um que já citei aqui:
Só existe algo mais marcante do que perder um filho, é descobrir que ele continua vivo.
Não vou contar o livro todo, quero que todas vocês independente de religião leiam, sei que muitas não vão ler por seguirem uma outra religião, não as julgo, nem as critico, pelo contrario, admiro muito aquela mãe que perde um filho e contia acreditando em Deus da maneira que acreditava antes. Esse não é meu caso... Perder minha filha me fez enxergar alem, é injusto acreditar que Deus é bonzinho para a família de fulano ao qual os abençoa e os livra do mau e não é bonzinho a todas aquelas mãezinhas do INCOR que diariamente enterram seus filhos.
Incor é um exemplo, mas sei que isso acontece também diariamente no Inca (instituto nacional do câncer) e também nos hospitais do sus (unidade básica de saúde) nos hospitais do mundo todo, sem falar nesses locais onde existe seca e morrem de sede, ou onde há enchentes e morrem afogados, em comunidade muito pobre onde morrem de fome, e até mesmo entre os ricos e famosos que perdem seus filhos com o sem razão, em acidentes... etc.
Deve ter uma explicação para tudo isso, e acho que nós mães que geramos, damos a luz e oferecemos tanto amor, carinho e cuidado aos nossos filhos o minimo que mereceríamos era uma resposta...
Parei, definitivamente parei de exigir essa resposta, pois entendi que não adianta, que não somos nada nesse mundo e que essa resposta pode nunca nos aparecer, resolvi seguir dilacerada, mas seguir...
Entendi que acima disso o amor a minha filha nos mantem juntas, unidas para sempre... E há quem possa me criticar por isso, mas quando eu vou me deitar eu peço com muita força para ela vir e ela vem, eu acredito na força desse amor, pois podem falar que tudo isso é psicológico, fruto da minha imaginação ou vontade de tê-la comigo, mas eu digo. NÃO, não é, é a Letícia, minha filha que vem e diz, Oi Mamãe!!! isso não tem preço, não explicação, é simplesmente a força do nosso amor.
Vou finalizar um um trechinho do livro que tocou meu coração e pode tocar corações feridos ao lerem:
Se o Theo (garotinho que morreu em um acidente e que o livro conta sua história) pudesse falar sobre sua partida ele diria:
"Ah, não foi nada! A morte só cumpriu o seu dever, na hora certa e da melhor maneira... Poderia ter sido pior. Morrer não dói. O que dói mesmo é a saudade da separação temporária. Mas isso também não é assim tão terrível, pois agente pode se reencontrar durante o sono e eu tenho visitado a minha família, quando me é permitido!!"
Alguma coincidência com o que eu tenho vivido???
Só mais uma coisinha, certo dia uma pessoa me disse:
Filha, suas lagrimas fazem sua filha sofrer, ofende ela, pensa você perdeu a menorzinha da sua vida, já pensou se tivesse perdido uma das outras.... QUE ÓDIOOOOOOOOOOOOO... Pessoa louca, mas depois entendi que a mulher só teve uma filha por isso não sabe mensurar o amor de uma mãe a todos os seus filhos, todos são únicos mas o amor de mãe é algo tão fascinante que consegui dividir em partes iguais tamanho amor, o fato da Letícia ser a menorzinha não significa que a ame menos, pelo contrario toda mãe se apega mais ao filho que precisa mais, e no caso da Letícia ela é a caçula, as outras 2 já estão grandes, criadas praticamente e a Lelê será para sempre a bebezinha da casa, a princesinha da família... Tem mais, dizer que ela sofre ao me ver sofrer eu não acredito, pois não sofro com raiva e sim com saudade e amor, minhas lagrimas são por tanto ama-la e por tanta saudade sentir...
Pagina 118 do livro diz:
As nossas lágrimas não atrapalham os que foram, pelo contrário. Já pensaram: o filho parte e a mãe nem chora? Uai, isso não existe! Pedir a uma mãe que não chore seu filho é pedir à água para não molhar, é contra a natureza. Então eu choro meus filhos, sinto saudade deles até hoje, mas não são lagrimas de desespero, são lagrimas de saudade!!!
É isso,
Reflitam.

Letícia obrigada por ser ETERNAMENTE MINHA, AMO-TE Princesinha ♥

5 comentários:

Nanã...... disse...

Oii Fabi... estava lendo esse seu último post e fiquei pensando no que te dizer.... É muito difícil falar alguma coisa, porque cada pessoa tem um tempo pra entender e aceitar as coisas.
O que vc disse sobre as mães que perderam seus filhos se tornarem espiritas, faz realmente sentido, pois o espiritimos é a continuação da vida dps da morte... e por isso que pra mim talvez tenha sido mais "fácil", se é que tem como viver isso com facilidade....
O que quero dizer é que eu sou espirita desde que nasci... claro que a morte de alguem querido dói, sendo de qlqr religião.. e a perda de um filho (não vou dizer que dói porque dor é pouco.... nem sei como traduzir o que a gente sente) destrói a gente, mas no mesmo dia que soube que minha Gabriela tinha virado um anjo, eu perguntei por 2 vezes Por que Deus? Por que comigo?...
Mas como te disse, eu já tinha todas essas respostas antes mesmo de saber que ia passar por isso um dia.
Minutos antes de saber a noticia, eu estava com meu pai no telefone, uma pessoa que não sei como definir... sabe aquela mão que vc pode segurar a qlqr hora? é a mão do meu pai.. e eu estava falando pra ele o quanto me sentia culpada, porque não consegui segurar minha filha na minha barriga o tempo certo... e ele me falou tanta coisa bonita, me disse sobre os designios de deus, e uma coisa que ele me disse que até hoje eu lembro é que Deus tinha me escolhido pra passar por isso porque eu era forte, porque eu ia conseguir passar, porque ele confiava em mim (a gente ainda não sabia que Gabi tinha ido embora, ee estava falando da situação dela na UTI) e eu fui acalmando sabe, fui ficando tranquila, com muita esperança... até que eu soube que ela já não estava mais entre nós.

Fabi... é como eu disse em um post que escrevi no meu blog chamado "Uma carta para o céu", dizer que acabou tudo? impossivel... a vida jamais acaba... Hoje eu sei que eu consegui dar vida pra minha filha o tempo exato que ela precisava, hoje ela está em paz, não sente dor,não sente tristeza... Não era isso que eu queria, mas é isso que me consola.
Eu continuo acreditando em Deus acima de tudo e nunca deixei abalar minha fé, mas é como disse no inicio, cada pessoa tem uma forma de reagir..
Se o jeito como vc esta agindo está te dando entendimento das coisas, ou entao esta aliviando um pouco, o minimo que seja sua dor, e sua revolta, então eu nao quero tentar mudar nada.... os amigos, mesmo que virtuais tem que apoiar e é isso que eu quero fazer por vc, dizer que não importa qual seja o jeito que vc acredita, ou o jeito que vc reage... vc pode ter certeza que eu sempre estarei aqui, sempre que vc precisar ou quiser... Talvez um dia tudo mude pra vc, ou não....
Pra mim ainda dói, muito, eu ainda não consegui entender muito bem a vontade de Deus, mas eu consegui aceitar.... Desejo do fundo do meu coração que vc consiga aceitar também, e tenho certeza que quando isso acontecer, vc ainda vai sentir dor, pra sempre, mas vai sentir um pouco mais de paz...
Me desculpe se em algum momento fui indelicada aqui, gostaria de te dizer muitas coisas, mas religião é uma coisa de cada um, e eu não quero ficar aqui tentando te converter, só queria contar um pouco mais de mim e da minha historia pra que talvez isso sirva pra vc de alguma maneira... a minha experiencia é diferente da sua e quem sabe ela não serve de algum jeit pra vc...
grande beijo.... e que tudo de melhor aconteça pra vc..

Kathia Porto disse...

Fabi .

Amiga Nunca fui uma pessoa de muita Fé ,acreditava em Deus da minha maneira quando perdi a Lais me revoltei com ele, meu marido é espirita como ele me ajudou nós momento de desespero pois espiritismo tem resposta para meus porquês e com suas palavras me acalmava fazia eu refletir e pensar realmente que as pessoas não morrem retorna a vida no plano espiritual pois aqui é somente uma passagem.
De uma forma que não consigo explicar a partida da Lais e com o tempo estou conseguinte até mais do q antes se aproximar de Deus pois acreditando dessa forma acredito que um dia vou reencontra la.
Querida entendo sua revolta com Deus.Se falei algo q te machucou me perdoe tente te ajudar dizendo q o espiritismo é q alivia minha dor.
Um grande abraço.

Fabiana Gomes disse...

Meninas, Kathia e Nanan, não me deixaram tristes de maneira alguma, pelo contrario amei os comentarios de vocês... Estou em busca de mais aprendizado sobre o assunto, pois ele muito me interessa... Realmente é muito dificil de entender, mas ñ vou desistir.
Um Beijo, e mais uma vez Obrigada!!!

Marla Desanoski disse...

Amiga Fabi, vc sabe te acompanho faz um tempinho, lembro quando li pela primeira vez o seu blog, não me recordo o dia, mas foi bem no incio que vc perdeu sua lina menininha, quendo vc disse : "Prefiro dizer que Deus não exite, do que pensar que Ele seria um monstro", foi dolorido ver isso, mas pensei essa mãezinha precisa de ajuda, até então rezo muito por vc, e nos tornemos grandes amigas, assim que te considero muito.
Vou falar um pouco que aconteceu comigo, sou catolica, desde quando nasci, sou uma catolica praticante, não que eu queria discutir, pois respeito todas as religiões, e a credito que todas elas tem um mesmo objetivo chegar até Deus, me deu uma certa revolta no começo, quando perdi meu anjo Miguel, meu caçulinha...Mas aconteceram algos inexplicaveis, e logo percebi, só pode ser obra de Deus, realmente senti Deus me confortando, mas que nem vc disse cada um tem ssua maneira de sfrer a perda, e acredito fielmente que vc minha amiga vai encontrar a paz. Mas nestes sinais (que já te falei)é o meu consolo, eu sei que meu filho, que nossos filhos estão bem, e o que me dá força é que eu acredito muito, que Deus tem um proposito para todas nós, ultimante passei a pensar que não vamos passar por esta dor em vão, acredito muito nisso...
Amiga linda, vc sabe sempre digo para vc, rezo muito por vc, para Deus dar o conforto pra ti, e vc vai ter paz no seu coração, senti esta dor, iremos todas senti para sempre, disso tenho certeza, mas eu já te falei um dia, não se apresse, deixe a melhora vim aos poucos, cada coisa no seu tempo, e amiga, e está vindo,viu, a paz que vc tanto precisa logo irá reinar em vc...
Bjus minha querida amiga Fabi, tenho um carinho imenso por vc, vc sabe disso, né...AMO VC

Michele Carvalho Goulart Salomão disse...

Oi amiga, aos poucos vou chegando, ainda estou tentando organizar tudo por aqui... Muita coisa em pouquíssimos dias, tive que mudar de uma hora para outra, pois estávamos morando na casa dos meus sogros até sair nosso apto e com um desentendimento do meu marido com o pai dele resolvemos mudar de lá, voltamos para casa da minha mãe e aqui não tinha internet, precisei correr atras de tanta coisa urgente, uma loucura para mim a semana passada inteira e para piorar minha pequena ficou tão ruim de gripe que me preocupou demais seu estado, 39 de febre, sem apetite, tudo que comia vomitava, só chorava por causa da gargantinha, estava péssima, coitada, nem a levei para a escolinha semana passada, como estava bem enjoada só queria colo, então acabei não fazendo nada praticamente a semana toda , só cuidando dela... Esta visível como perdeu peso e ja era magrinha minha pequeninha tadinha....

Amiga, li seu post, que bom que ja está progredindo, pode ter certeza, só pelo fato de você ja conseguir falar de Deus com um pouco de conforto ja é um grande progresso.
Realmente é muito difícil aceitar a partida de um filho, mas pensar que ele esta com Deus só aguardando sua chegada deve ser menos doloroso ( ou não, pq deve ser insuportável a ideia de não vê-la mais )talvez a psicologa esteja certa, não dizer adeus, mas um até logo pode te ajudar a aceitar um pouco mais o fato de a Lelê ter ido morar com Deus.

Sou católica não praticante, mas gosto muito de ler e ver historias de espiritismo acredito que eles nos ajudem nas respostas que precisamos ter. Gosto dos livros da Zíbia, eles me ajudam a refletir um pouco sobre nossa vida, pós vida e sobre a missão de cada um aqui... A Lelê por exemplo, veio para radiar e trazer alegria plena para sua família, tenho certeza que ela conseguiu realizar sua missão aqui e está no céu agora muito feliz em saber que escolheu a família certa para amar e ser muito, muito amada até o fim. Te amo minha amiga.. Bju grande.