Bem ti vi

Para você, Letícia, meu Bem-te-vi".
Viste, hoje, o passarinho na janela?
Tão frágil, tão pequeno, tão delicada fera.
Parece procurar-te, de primavera, em primavera. Até pousar cansado, noutra janela.
Ouviste-lhe, acaso, o canto de saudade? Também eu te procuro minha bela.
Encontro-te no meu peito, fiz-te um ninho, aconcheguei-te no meu altar.
É que aquele passarinho na janela lembrou-me o dia que há muito já perdi.
Bem me quiseste, e tanto bem te quis...
Quiseste mais, eu sei, compreendi. Tu frágil, doce, bela...
Lembro-me de ti. Esquecer-te, meu amor, seria como me esquecer de mim.
É que aquele último dia cerrou-te os olhos delicadamente, e entre beijos eu te vi partir...
Voaste!... Voaste firme e decididamente.
De volta para dentro de mim,
E eu... Fiquei aqui, a lembrar-te de ti, a sonhar contigo, esperando o dia em que poderei te ter aqui, em meus braços para abraçar-te, beijar-te, beijar-te, beijar-te..
Te espero até depois do fim.

Amigos

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Papinha

Algumas pessoas poderão me entender...
Uma de minhas maiores tristeza quando a Lelê foi para o céu foi na hora das refeições... Nunca poderei explicar o que sente uma mãe na hora de se alimentar e perceber que esta faltando um a mesa, no meu caso uma... É terrível, a comida perde-se o sabor, o alimento deixa de ser um ato de prazer e passa a ser apenas uma necessidade que o corpo precisa para se manter...
Como me maltratou ter que de uma hora para a outra deixar de cozinhar a papinha da Letícia, algo que me dava tanto prazer, que era parte da minha mais deliciosa rotina. De repente acordar domingo e não precisar correr para feira, fez-me realmente perder o gosto de viver.
O potinho de papinha que preparei um dia antes da internação ao Incor, continua no freezer... Até quando??? sera que um dia terei forças para me desfazer dele???
Após 2 anos e 6 meses voltei-me a deliciosa rotina de preparar papinha, tudo o que seria tão simples passou a ser tão renovador, um frio intenso percorreu minha espinha enquanto escolhia com amor os legumes, e as verduras.
No momento em que preparava a primeira refeição salgada da Mariana, uma lagrima teimando em querer cair escapuliu, e com ela muitas outras, chorando e sorrindo fiz a sopinha, em uma mistura intensa de sentimentos e emoções, de repente tudo misturado, a batata, cenoura, mandioquinha, espinafre, carninha, a gratidão por ter tido tempo de viver isso com a Lelê, a saudade pela distancia fisica.
Novamente a gratidão por essa nova oportunidade com Mariana, o amor que igualmente sinto a elas...
Amor que indefere a distancia, e as mantem todas perto de mim.
Saudades de alimentar a Letícia, muitas saudades de vê-la devorando a papinha que mamãe preparava com tanto amor....
Felicidade em alimentar Marianinha, emoção em poder viver novamente tudo o que com a Letícia foi adiado, ADIADO, (pois um dia recuperamos todo o tempo perdido, eu acredito!).
Emoção em sentir novamente TUDO ISSO: o mesmo carinho e o mesmo capricho, o mesmo verdadeiro amor...
Felicidade em ter novamente uma bebe em casa, para eu cuidar, zelar, amar incondicionalmente e incessantemente.
Realmente o Amor de mãe, multiplica-se igualmente aos filhos espalhados pela terra e pelo céu...
Grata por Mariana 
#FELIZPORSERMÃEDEMINHAS4JOIASPRECIOSAS

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