Bem ti vi

Para você, Letícia, meu Bem-te-vi".
Viste, hoje, o passarinho na janela?
Tão frágil, tão pequeno, tão delicada fera.
Parece procurar-te, de primavera, em primavera. Até pousar cansado, noutra janela.
Ouviste-lhe, acaso, o canto de saudade? Também eu te procuro minha bela.
Encontro-te no meu peito, fiz-te um ninho, aconcheguei-te no meu altar.
É que aquele passarinho na janela lembrou-me o dia que há muito já perdi.
Bem me quiseste, e tanto bem te quis...
Quiseste mais, eu sei, compreendi. Tu frágil, doce, bela...
Lembro-me de ti. Esquecer-te, meu amor, seria como me esquecer de mim.
É que aquele último dia cerrou-te os olhos delicadamente, e entre beijos eu te vi partir...
Voaste!... Voaste firme e decididamente.
De volta para dentro de mim,
E eu... Fiquei aqui, a lembrar-te de ti, a sonhar contigo, esperando o dia em que poderei te ter aqui, em meus braços para abraçar-te, beijar-te, beijar-te, beijar-te..
Te espero até depois do fim.

Amigos

domingo, 18 de maio de 2014

Quando Chega a hora

Adriana Ramos, Obrigada por dividir comigo a leitura do livro “Quando chega a hora” você agregou em mim valores que nunca nada nem ninguém poderá roubar-me, entendimento, informação, conhecimento, esperança e fé.
Seguindo o seu legado, faço o mesmo oferendo o livro para outra mãe de coração partido como o meu, se alguém se interessar me da um toque e eu encontro uma maneira de entregar.
“Quando chega a hora” para quem não sabe, trata-se de um livro baseado na religião espirita, porem a religião em si é o que menos importa, como todas as outras religiões eu respeito mas é só. O importante para mim vai além, é depositar minha esperança em algo que realmente faça sentido, é acreditar fielmente que a vida CONTINUA, que laços de amor eterno são realmente eternos, que historias como a minha com a Letícia não acabam e um dia estaremos juntas novamente... Respeito quem pensa de outra maneira, mas eu penso assim, acredito realmente nisso e agarro-me a isso para não enlouquecer de saudades, não morrer de amor.
Ressalto que uma mãe que perde seu filho passa a ser uma mãe descrente, mas uma mãe que descobre a sobrevida do filho volta a ser ainda que incompleta, uma mãe feliz. Esse é o meu caso, em 2011 ganhei, perdi e recuperei minha filha para sempre, passei por todas as emoções que essas experiências puderam me trazer, fui do céu ao inferno e estacionei na eternidade. Lendo sobre como essas coisas acontecem, esforço-me a compreender, a evoluir para um dia quem sabe aceitar... Claro que preferia um milhão de vezes não ter passado jamais por essa experiência, de coração não há desejo a ninguém, pois embora a certeza de que minha filha continua viva, meu anseio de mãe faz querê-la comigo de corpo e alma LITERALMENTE, mas que escolha tenho eu? quisera eu como mãe ter tido o poder de escolha, mas não tive, por isso entendo que ainda muito a aprender, há muito a iluminar-me, a estrada é longa, sigo em frente, sem titubear, sei que um dia eu chegarei la, nesse dia compreenderei, aceitarei, e serei recompensada com mais lindo sorriso banguela que já vi em minha vida.

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