Bem ti vi

Para você, Letícia, meu Bem-te-vi".
Viste, hoje, o passarinho na janela?
Tão frágil, tão pequeno, tão delicada fera.
Parece procurar-te, de primavera, em primavera. Até pousar cansado, noutra janela.
Ouviste-lhe, acaso, o canto de saudade? Também eu te procuro minha bela.
Encontro-te no meu peito, fiz-te um ninho, aconcheguei-te no meu altar.
É que aquele passarinho na janela lembrou-me o dia que há muito já perdi.
Bem me quiseste, e tanto bem te quis...
Quiseste mais, eu sei, compreendi. Tu frágil, doce, bela...
Lembro-me de ti. Esquecer-te, meu amor, seria como me esquecer de mim.
É que aquele último dia cerrou-te os olhos delicadamente, e entre beijos eu te vi partir...
Voaste!... Voaste firme e decididamente.
De volta para dentro de mim,
E eu... Fiquei aqui, a lembrar-te de ti, a sonhar contigo, esperando o dia em que poderei te ter aqui, em meus braços para abraçar-te, beijar-te, beijar-te, beijar-te..
Te espero até depois do fim.

Amigos

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

FELICIDADE QUE JUSTIFICA A EXISTÊNCIA

Cada vez que amanhece, os passarinhos,
sob o brilho do sol, saem de seus ninhos,
à procura de alimento, calor e inspiração
para cantar e voar, explorando a imensidão.
Os rios descem as montanhas, rumo ao mar.
As árvores anseiam pela luz, para respirar.
Tudo na natureza busca aquilo que é seu fim.
Por isso, pensar em você é tão vital pra mim.
Não sou diferente de nenhum outro ser.
Se te levo sempre comigo, é para atender
a mais bela, essencial e doce exigência:
sentir a felicidade que justifica a existência.
Sua presença em minha alma me enriquece.
Você é a graça que meu coração não esquece.
Eu caminhar pelo mundo, sem esse amor,
seria como uma abelha viver longe da flor.


Flavia Camargo

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